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O Próximo Passo

Se a ciência passar a reconhecer e compreender o conceito do vegetarianismo todos se beneficiarão. Alguns cientistas (do primeiro tipo) já vêm há algum tempo conduzindo estudos que nos trazem uma enorme quantidade de evidências que suportam o valor do vegetarianismo para a saúde. Trata-se apenas de sintetizar estas evidências e reconhecer o novo horizonte que se abre para o mundo da saúde. Os motivos filosóficos que levaram alguns vegetarianos a adotarem seus hábitos não devem ser necessariamente relevantes, pois a evidência continua existindo.
Para que esta relação entre a ciência e o vegetarianismo possa existir deve-se ainda responder às seguintes perguntas:
- Será que as pessoas estão dispostas a investigar hipóteses que contrariam suas preferências pessoais de alimentação e estilo de vida?
- Será que as pessoas evitam refletir sobre idéias que não suportam suas opiniões e hábitos pessoais?

Uma vez dada uma chance de se conhecerem os fatos científicos que suportam uma dieta baseada exclusivamente em produtos de origem vegetal, tornam-se claros os benefícios que se derivam de tais hábitos alimentares.

Mas ainda há muitos detalhes a serem investigados. A ciência deve estar com a mente aberta para entender o vegetarianismo. Isto quer dizer estar disposta a estudar as diversas maneiras pelas quais a nutrição afeta nosso metabolismo, nossa resistência às agressões externas e nossa saúde mental e espiritual. Estas são questões complexas que têm no vegetarianismo muitas de suas respostas.

Não é aceitável que se fique preso a conhecimentos antigos somente porque estes estão ao nosso redor por mais tempo ou porque estes satisfazem melhor nossas preferências pessoais. Parece sensato produzir e tornar disponível um tipo de informação que traz benefícios para a saúde de todos.

Existem muitas dúvidas e mitos sobre a dieta vegetariana. Desde questões ligadas ao aproveitamento de nutrientes até questões espirituais. Vejamos algumas curiosidades:
Os alimentos utilizados em uma dieta vegetariana equilibrada são, em sua maioria, alimentos com maior vitalidade, isentos de toxinas, antibióticos e hormônios contidos na dieta carnívora. E é bom lembrar que na dieta ovo-láctea também existem essas mesmas substâncias supracitadas.
No livro Você sabe se alimentar?, o autor, o médico Soleil, classifica os alimentos em quatro categorias, de acordo com a energia vital que transmitem ao nosso corpo:
Biogênicos - alimentos que geram vida, com alta vitalidade, a exemplo dos brotos.
Bioativos - alimentos que, consumidos crus, ativam a vida, como as frutas, as ervas, as hortaliças, os cereais e as nozes.

Bioestáticos - alimentos que, sem vitalidade, diminuem a vida. São os alimentos que a energia vital foi diminuída pelo tempo, pelo frio ou pelo calor.

Biocídicos - alimentos que destroem a vida. São alimentos cuja energia vital foi destruída por processos físicos ou químicos de refinação, conservação ou preparação.

É claro que a dieta vegetariana equilibrada pode conter alimentos destas quatros categorias, mas, percentualmente, isso ocorre com menos freqüência. Essa maior vitalidade conseguida na dieta vegetariana proporciona uma elevação da vitalidade do organismo, e, se somado ao seu menor trabalho na digestão desses alimentos, a energia disponível final é, portanto, maior e pode ser utilizada para a realização de tarefas mais sutis, se o indivíduo desejar.
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Proteína

As doenças do século são por excesso de proteína e não por deficiência. A grande maioria da população consome até sete vezes mais proteína do que o necessário para o organismo. Esse excesso causa inúmeros problemas nos rins, no sistema cardiovascular e, entre outros, ósseo, o que acarreta várias doenças, tais como osteoporose, falência renal, infartos, hipertensão e arteriosclerose.

As proteínas adquiridas da dieta vegetariana equilibrada são suficientes em quantidade e qualidade inclusive para o organismo em crescimento, como o da criança. Muitos não sabem que a quantidade de calorias provenientes dos brotos é semelhante à da carne e do leite. Até o arroz integral tem proteína. Você sabia?

Por outro lado, olhando para constituição do ser humano vemos que há ênfase nos dentes incisivos e molares e o sistema digestivo é longo, uma constituição adequada à dieta vegetariana, muito diferente dos animais carnívoros, que possuem garras, caninos curvados e em maior número e um sistema digestivo curto, exatamente para poderem eliminar os resíduos da carne rapidamente, antes que ela entre em putrefação dentro do organismo. Muito curioso, não?
Atualmente, a produção de grãos utilizada para alimentar animais que serão utilizados para consumo, seja de leite ou in natura, poderia alimentar sete vezes mais pessoas se fosse destinada à produção de alimentos vegetarianos. Isto é, tal produção poderia acabar com a fome no planeta!

Para produzir uma dieta carnívora, utiliza-se 48 mil litros de água por dia, enquanto uma dieta vegetariana exige apenas 2.400 litros por dia. Mais da metade da água consumida nos Estados Unidos, por exemplo, é utilizada para irrigar terras para plantação de grãos destinados à criação de gado. E ainda tem mais: 45% das terras dos Estados Unidos são utilizadas para criação de gado de corte ou leiteiro. Vegetarianismo, por quê?

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