A MEDICINA FITOTERÁPICA
FLORESCE
(adaptado de Natural Health Village-News)
A medicina fitoterápica,
que por séculos foi o esteio das terapias, antes
da moderna purificação e isolamento de princípios
químicos pretender relegá-la ao status de
quase curandeirismo, nos últimos cinco anos evoluiu
de uma posição quase marginal na área
da Saúde para uma clara mostra dos sinais de seu
real significado e de sua importância entre as principais
correntes médicas.
A despeito de vários
artigos abordando os perigos do uso de alguns produtos
naturais, e sobre formulaçõres adulteradas,
tinturas, cápsulas, extratos e chás fitoterápicos
têm sido rotineiramente utilizados por milhões
de pessoas em todo o mundo.
A cada dia surgem novos adeptos
e consumidores de produtos fitoterápicos, principalmente
entre aqueles que, desiludidos com os custos e os efeitos
das drogas convencionais, optam pela idéia de que
quanto mais natural, melhor.
Uma questão, no entanto,
permanece: exatamente porque nos Estados Unidos os fitoterápicos
são tratados como suplementos e não como
medicamentos e, portanto, as exigências, a fiscalização
e as pesquisas são muito mais reduzidas, a população
não tem garantias oficiais de segurança
e eficiência de seu uso.
Assim, podem ser encontrados
produtos disponíveis no mercado anunciando resultados
que não podem oferecer, porque não apresentam
teores adequados de princípios ativos, porque o
processamento não foi adequado, ou por outro motivo
qualquer. A falta de um padrão de qualidade é
a questão número um!
Os Estados Unidos, por esses
motivos, estão muito atrasados no uso de medicamentos
de origem natural, se comparados com outros países
como Alemanha, França ou Inglaterra.
Ainda assim, médicos
e pacientes vêm se voltando para o uso daqueles
medicamentos. Para se ter uma idéia desse movimento,
o "New England Journal of Medicine", um periódico
entre os mais conceituados no mundo científico,
citado por Jean Carper, demonstrou que em 1993 um terço
da população americana usava medicamentos
não convencionais; em 1997 a revista "Prevention"
descobriu que cerca de 60 milhões de americanos
fazem uso de fitoterápicos.
No Brasil, um grande passo
já foi dado com a normatização dos
produtos fitoterápicos, com a aprovação
da Lei.
Por outro lado, quando uma
planta faz muito sucesso e seu uso "vira moda",
a exploração excessiva pode conduzir à
redução da disponibilidade, chegando mesmo
a colocar em risco a sobrevivência da espécie,
dependendo de sua natureza e capacidade de disseminação.
Por essas razões, a fraude é estimulada,
fazendo surgir produtos com misturas de outras espécies
ou com pouco ou nenhum princípio ativo.
Apesar de tudo isso, a própria
indústria, a partir de seus segmentos mais sérios,
vem estimulando a produção de informação
científica para profissionais e leigos interessados;
diversas escolas médicas, assim como cursos de
farmacologia vêm introduzindo a Fitoterapia em seus
currículos.
Esta home page, desde sua
inauguração em setembro de 1997 tem sido
honrada com a visita de milhares de profissionais, professores
e estudantes das diversas áreas da Saúde,
oferecendo suas experiências, solicitando informações,
convidando para trabalhos conjuntos, propondo novas idéiais,
enfim, confirmando que também em nosso país
a Fitototerapia floresce.
voltar
/ home