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Eltroplectris róseo-alba

Eltroplectris róseo-alba, antigamente também conhecida como Centrogenium. A planta ocorre na Venezuela em mata sazonal e campos relvados em altitudes até 1 .200 m. A espécie se encontra desde a América Central até o Brasil e Bolívia, porém sempre escassamente, devido a problemas ecológicos com a polinização.

Fiquei muito feliz pela oportunidade de reproduzir in vitro uma orquídea terrestre tropical rara e relativamente pouco conhecida, espécie não só vistosa, como também de ótimo crescimento, o que a tornou na Alemanha uma planta de vaso de rápido florescimento.

Com a experiencia adquirida na semeadura de Eltroplectris róseoalba, consegui estabelecer o ciclo completo do desenvolvimento de uma orquídea terrestre tropical, desde a semeadura até à floração.

Até agora não se encontrava na literatura (1999) qualquer referência a respeito.

Após a semeadura in vitro, as sementes germinaram bem e os protocormos foram transferidos duas vezes em novas soluções nutrientes e, após 7 meses da semeadura, foram colocados em vasos coletivos e, mais tarde, levados para vasos individuais (cultivo em estufa).

Após 23 meses de semeadura, as primeiras plantinhas apresentaram o primeiro rebento floral e, em cada ano seguinte, as inflorescências aumentaram. As grossas raízes carnosas, devido ao seu crescimento intenso, exigem um reenvazamento anual pois, nesse prazo, o vaso em uso se torna pequeno.

O substrato dos "seedlings" e plantas adultas usado no orquidário de G.Gottschalt Bad Gandersheim foi de terra humosa e, no orquidário do Jardim Botânico de Berggarten -Hannover, de um barro mineral. Em ambos os casos, o resultado foi perfeito. As folhas dispostas em forma de roseta se renovam anualmente. Em certas ocasiões, a velha roseta pode fenecer antes da eclosão da nova. O gênero Eltroplectris, segundo Dressler, ocupa dentro da família orquidácea a seguinte posição:

Subfamília: Spiranthoideae
Tribo: Cranichideae
Subtribo: S piranthinae

Convém chamar a atenção para uma interessante observação botânica: o aumento do tamanho do embrião da semente onde ocorre o crescimento para o protocormo na natureza é o mesmo, tanto pelo processo simbiótico, quanto pelo processo in vitro. Cada semente da foto pesa cerca de 0,002 mg e o embrião da semente cerca de 0,00 1 mg.

Ao contrário de todas as outras plantas semeáveis e em todas as orquídeas, nasce primeiramente o protocormo e, em seguida, prossegue a germinação de uma plantinha. O segundo protocormo do lado direito da foto pesa 15 mg e a ponta superior indica o inicio do desenvolvimento da germinação de uma planta. Nesse caso, o protocormo pesa 15.000 vezes mais que o embrião. Um grão de milho pesa 0,45 mg e, em comparação, o grão de milho deveria aumentar para 6750 g (equivalente ao tamanho de uma abóbora), para então iniciar a formação de germinação.

Chegamos, portanto, a um fenômeno extraordinário entre as orquídeas.

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