| VOCÊ SABIA?
· A queima de florestas, ainda comum nos dias de
hoje, era a prática mais empregada na preparação
da terra para o plantio. Em 1711, o jesuíta André
Antonil estabeleceu regras para orientar o plantio da cana-de-açúcar:
roça-se, queima-se e alimpa-se, tirando-lhe
tudo o que pode servir de embaraço. Neste caso,
o embaraço era a própria Mata
Atlântica, cujas árvores serviam também
como lenha para alimentar fornalhas da indústria
do açúcar.
· A Mata Atlântica já cobriu cerca
de 12% do território nacional. Hoje, restam apenas
cerca de 7% da cobertura original da Mata.
· O mico-leão-dourado está sempre
em grupos de 5 a 6 indivíduos, chegando a viver por
até 15 anos. Eles se alimentam de frutos silvestres,
insetos e pequenos vertebrados.
· Nos anos 70, restavam pouco mais de 200 micos-leões-dourados
na natureza. Com o programa para tentar recuperar a população
desses animais na Mata Atlântica no Rio de Janeiro,
o número de micos já chega a mil.
· Em 1993, um estudo realizado por técnicos
do Jardim Botânico de Nova Iorque identificou, na
região da Reserva Biológica de Una, no sul
da Bahia, a maior diversidade de árvores do mundo,
com 450 espécies diferentes num só hectare
de floresta.
· O primeiro parque nacional brasileiro foi criado
em uma área de Mata Atlântica, em 14 de junho
de 1937. O Parque Nacional de Itatiaia fica entre os estados
do Rio de Janeiro e Minas Gerais e abriga 360 espécies
de aves (incluindo gaviões, codornas e tucanos) e
67 espécies de mamíferos (como a paca, macacos
e preguiças).
· Parte da Mata Atlântica foi reconhecida
pela Unesco como Reserva da Biosfera no começo da
década de 90. A Reserva estende-se por cerca de 5
mil quilômetros ao longo da costa brasileira, com
área total de 290 mil quilômetros quadrados.
· A exuberância, a imponência e a riqueza
da Mata Atlântica marcaram profundamente a imaginação
dos europeus e contribuíram para criar uma imagem
de terra paradisíaca, onde os recursos naturais pareciam
inesgotáveis.
· Existem quatro espécies de micos-leões,
todas encontradas apenas no Brasil: o mico-leão-dourado,
que vive na Mata Atlântica de Baixada Costeira do
estado do Rio de Janeiro; o mico-leão-da-cara-dourada,
encontrado na região cacaueira do sul da Bahia; o
mico-leão-preto, encontrado no Morro do Diabo, Pontal
do Paranapanema (SP); e o mico-leão-da-cara-preta,
último a ser descoberto, em 1990, que vive na região
do Lagomar (Paraná e São Paulo).
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